Tuesday, January 15, 2008

Projeto bioluminescência de Portugal: Pioneirismo e inovação.



Este projeto é considerado pioneiro, porque foi o primeiro a começar a estudar de forma exclusiva as espécies de vaga lumes e pirilampos, mas também diferentes fenómenos de bioluminescência em Portugal . O primeiro que se preocupou em inserir esta caraterística no campo da ecologia e do estudo comportamental. O primeiro, que em colaboração com particulares e serviços camarários, iniciou ações de sensibilização e conservação.
Apresentei, por isso mesmo, no Firefly Meeting Congress (21-25 de Junho de 2007) um trabalho, que foi o primeiro de sempre feito na área, pois albergou espécies nunca antes estudadas (nos respectivos capítulos abordados): «An introduction study on ecology, behaviour and habitat use of some Portuguese Lampyridae: Nyctophila reichii, Lamprohiza paulinoi  and Luciola lusitanica.»
Desde os anos noventa, são registadas observações (inclusive com um relato completo da evolução de uma população de Lamprohiza paulinoi, antes e após o uso de pesticidas). O ano de 2008 avizinha-se prometedor, com mais voluntariado, com pedidos de revistas científicas para a publicação de artigos, com participações na rádio, etc...
O nosso projeto de investigação de bioluminescência de Portugal, com raízes no final dos anos 90, humildemente e dedicadamente é pioneiro e o único até agora, a estudar diferentes fenómenos luminosos (produzidos por seres vivos), em Portugal.
Acreditamos também que a sua existência é benéfica para todos e que ajuda a preservar a Natureza.



12 comments:

Rita Fernandes said...
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Rita Fernandes said...

Nos anos noventa devia haver menos poluição luminosa, mas se calhar não existiam tantas restrições no uso de poluentes, como nos dias de hoje.

Pleia Des said...

Já ouvi dizer que os pirilampos estão a desaparecer.

Há muitos relatos feitos em locais impensáveis para os dias de hoje.

lightalive said...

Sim, concordo que desapareceram em muitos locais onde antes existiam.

Mas o tema pode ser mais complexo do que parece (pelo menos no nosso contexto), pois podem também estar a reaparecer em terrenos abandonados... Como se sabe, houve um grande êxodo rural no nosso país.

Rita Fernandes said...

Muito interessante. Realmente nunca tinha pensado nisso.

Tânia Cardoso said...


A ver se não desaparecem.

Lembro de há uns anos ouvir falar que as luzes andavam a confundir os pirilampos.

Fernando Martim said...


Também eu, Tânia.

A ver se com a investigação, se pode saber mais para saber proteger melhor.

lightalive said...


Vejam: http://pirilampos-lightalive.blogspot.pt/2007/10/quais-os-efeitos-da-poluio-luminosa-nos.html

Rita Fernandes said...

^ Muito interessante, obrigada.

Tânia Cardoso said...


Também gostei de ver essa página e fala de detalhes muito interessantes. Não sabia que as larvas usavam bioluminescência para não ser predadas.

Pleia Des said...
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Pleia Des said...

«Mas o tema pode ser mais complexo do que parece (pelo menos no nosso contexto), pois podem também estar a reaparecer em terrenos abandonados... Como se sabe, houve um grande êxodo rural no nosso país.»

Concordo.