Wednesday, July 04, 2018

Perto de Leiria...



                                                                       Junho 2018



Monday, July 02, 2018

Algumas fotos tiradas em Reservas Lightalive (2018)



Desde a Reserva Lightalive «O templo das aves canoras», foi-nos enviada esta fotografia (Maio, 2018):

Larva de Lampyris iberica




Desde a Reserva Lightalive «Quinta de Lagos», foram-nos enviadas estas fotografias (Junho, 2018):








Macho adulto de Nyctophila reichii




Desde a Reserva Lightalive «Quinta de Óbidos», foi conseguida esta fotografia (Junho, 2018):


                                                                  Luciola lusitanica





           Desde a Reserva Lightalive «Quintinha de Paços de Ferreira» recebemos esta fotografia:


                                           Fêmea adulta de Lampyris sp. (Junho, 2018).




Tuesday, May 22, 2018

Notícias internacionais




Este vídeo sobre a conservação dos pirilampos em Taiwan, recebeu o Gold Remi Award no WorldFest-Houston International Film Festival : Flight of the Fireflies-2018 



Monday, May 21, 2018

Já viu algum ser vivo luminoso?




Tenho recebido muitas descrições de avistamentos de vaga lumes e de outros seres bioluminescentes. Mas relanço aqui o assunto (para o corrente ano de 2018)...
Quem tiver visto alguma coisa  e quiser partilhar o seu achado,  tente, se possível, responder às seguintes questões:
1- Local e hora do avistamento (o mais pormenorizado que poder indicar, melhor).
2- Condições atmosféricas (se estava a chover, húmido, seco, temperaturas (aproximadamente)...)
3- Condições de luminosidade do local (se tinha iluminação artificial perto, longe ou nenhuma, se sim de que côr era a luz).
4-Que tipo de luminosidade (produzida pelo ser vivo) foi avistada? Qual a côr? Piscava ou mantinha-se sempe acesa? Apresentava pulsares?
5- Quantos seres luminosos (aproximadamente) viu a produzirem luz?
6- Em que habitat estava o ser luminoso (floresta, campo aberto, berma de caminho, praia, mar, etc...)? 
7- Por fim diga-nos o que é que o ser luminoso estava a fazer (a comer, a acasalar, a descansar, a andar, a nadar, a voar, etc...)?

As suas informações são muito importantes, pois geralmente muito pouco se sabe sobre estes seres misteriosos. 
Pode também dar um relato mais sintético sem responder a algumas das questões. 
Em muitos locais do mundo se assiste a diminuição notória do número das espécies luminosas e assim se vai perdendo um dos maiores espetáculos da natureza...
 Mas ainda estamos a tempo de inverter essa tendência!

Para saber mais detalhes sobre o que poderá estar a encontrar, pode consultar livremente o nosso guia sobre os pirilampos de Portugal e mais algumas formas de bioluminescência em Portugal (que foram publicados já em Julho de 2014) emBioluminescência terrestre em PortugalGuia dos pirilampos de Portugal e Bioluminescência marinha em Portugal.

Envie as informações de preferência por email para: livinglightfestival@gmail.com
Ou então pode deixar a sua mensagem nos comentários (embaixo).

Obrigado!!








Friday, May 04, 2018

Mais fotos de Luciola lusitanica








                     Na Península de Setúbal, Nuno Cabrita, conseguiu estas fotos espetaculares.




Tuesday, April 10, 2018

Já apareceram!



No passado dia 2 de Abril, foram observados os primeiros pirilampos adultos de 2018 (uma fêmea de Luciola lusitanica e uma fêmea de Lamprohiza paulinoi), na freguesia (bairro) lisboeta de S. Francisco de Xavier.




                                                       Luciola lusitanica (Luís Gabriel)


Thursday, March 22, 2018

«Quero ter pirilampos no meu quintal, o que devo fazer para os ter?»


Dadas algumas questões que nos têm sido colocadas pelo público (quanto à introdução de pirilampos em certos lugares), sentimos que devemos deixar alguns conselhos que achamos muito importantes:
Compreendemos a atração que as espécies luminosas trazem às pessoas, mas para estas espécies prosperarem são necessárias condições bastante específicas.
Por exemplo, se tem um jardim ou quinta, antes de querer introduzir pirilampos, deverá tentar perceber, primeiro, se já existem lá pirilampos ou outras espécies luminosas (como, pode ver aqui).




Os pirilampos requerem um habitat específico





Se tem a certeza que não tem pirilampos no seu quintal, mas quer ter pirilampos no seu quintal,  primeiro terá que tentar perceber se o seu jardim tem dimensão e condições suficientes.
Talvez haja algo que você tenha que mudar (veja aqui).
Terão portanto, que existir condições para haver pirilampos e se existirem pirilampos nas redondezas, pode ser que colonizem o seu jardim.

Se o seu jardim não tem condições,  pode adoptar uma população de pirilampos na sua zona, que viva num local propício, visitando-a,  investigando-a e assim garantindo que não é esquecida. Quem sabe, possamos tentar que uma nova reserva seja aí criada!

Se estiver em vias de comprar um terreno, também pode optar por verificar primeiro se existem pirilampos por lá e assim terá uma população de pirilampos sob a sua responsabilidade.

Em alternativa, até pode contatar algum amigo ou familiar, que tenha algum/a terreno, jardim ou quinta, onde possam existir seres vivos luminosos e no caso de estarem aí presentes, adoptar essa população local (também pode optar por colaborar connosco com observações, pois a nossa monitorização, está a funcionar desde o início dos anos 90).
Ou então,  pode até fazer parte da nossa rede de Reservas Lightalive (veja como aqui).



       Os pirilampos preferem locais escuros



É possível a introdução de pirilampos em certas condições, mas pode ser um processo muito moroso, pode custar muito dinheiro e será necessário aconselhamento científico e monitorização (pelo menos inicialmente).
Todas estas dificuldades, têm sido observadas em países, onde foi feita a introdução ou reintrodução de pirilampos (mesmo usando variedades locais), em parques urbanos ou espaços verdes devidamente criados para o efeito.
E sempre existe a hipótese da população não sobreviver, por muito tempo, após aparentemente ficar estabelecida (em estado selvagem tal ficaria resolvido com a recolonização a partir de populações limítrofes, caso presentes, claro).
Outra coisa que terá que ter em conta, é que são precisos muitos pirilampos, para uma reintrodução ter boas probabilidades de ser bem sucedida, e será difícil ter um fornecimento suficiente destes insetos luminosos, na natureza, sem que hajam mais consequências negativas, que positivas.
E depois ainda terá que se juntar a elevada taxa de mortalidade das larvas, que se verifica com quase todas as espécies, mesmo em condições aparentemente ideais, de laboratório.
Portanto e apenas perante situações muito extraordinárias (como por exemplo a salvação de alguma população que corra o risco eminente de ser destruída por ação humana) e apenas com aconselhamento técnico, achamos aceitável a deslocação de pirilampos em massa de um local para o outro.


Vamos supôr que alguém transporta pirilampos dos arredores de Coimbra para os arredores de  Lisboa, isto por si só, poderá ter implicações negativas de várias ordens... Pode estar a criar erosão genética, na população de Coimbra de onde está retirar exemplares.


Certas espécies só conseguem viver em certos locais.



E por outro lado, pode estar a impôr condições, em relação às quais os pirilampos podem estar mal adaptados (Lisboa tem condições diferentes), assim como a criar concorrência extra (na corrida pelo uso de recursos básicos de sobrevivência) junto das populações locais.
Existem evidências, que suportam claramente a existência de variedades locais de pirilampo, que poderão estar a evoluir para subespécies e até espécies diferentes.
Muitos pirilampos podem ter uma coloração variável adaptada a um certo local de forma a não serem detetadas por certos predadores.
Podem ter um fenótipo e um comportamento adaptados a certo tipo de presas/predadores, clima, solo, relevo e vegetação.
Podem ter uma cutícula mais espessa para sobreviver em zonas mais secas. 
Todas estas adaptações foram aperfeiçoadas ao longo de milhões de anos!
Podemos correr o risco de andar a misturar populações com carateristicas de adaptação diferentes, diminuindo o número de variedades distintas (empobrecendo a diversidade), e criando variações pouco úteis à nova região em questão  (onde forem introduzidas). 
Certas populações de pirilampos, também pouco se movem com o passar dos anos, como temos notado durante todo este tempo de investigação e isso pode indicar uma forte especialização local.
Adicionalmente, certas populações apenas sobrevivem graças a um número baixo de reprodutores: em bons anos conseguem reproduzir-se muito e em maus anos, reproduzem-se pouco ou nada. E para os ovos eclodirem são necessárias condições próprias de humidade e temperatura, apenas presentes em certos locais (sobretudo durante a fase mais quente do ano, que é quando certas espécies se reproduzem).
Se vamos interferir nessa dinâmica, podemos causar uma extinção local e no fim, acabamos também por provocar a morte dos pirilampos que pretendemos introduzir (pois dificilmente serão suficientes para conseguirem reproduzir-se devidamente em anos com condições mais adversas). 

Agradecemos a vossa compreensão e aqui estaremos dispostos a ajudar, caso nos seja possível.

PS: Se quiserem fazer parte do nosso grupo de voluntários (e participarem em ações de conservação e/ou observação destas espécies) enviem-nos uma mensagem (por aqui ou por email (livinglightfestival@gmail.com)). De novo, obrigado!


                                   Pirilampo prestes a eclodir num microcosmos de musgo