Monday, April 24, 2017



E vai começar hoje um congresso internacional dedicado aos pirilampos, mais precisamente em Taipé (Taiwan): International Firefly Symposium 2017.



Um dos acontecimentos que levou à escolha de Taipé, para este evento, foi o da reintrodução de pirilampos no interior de alguns espaços verdes da capital Taiwanesa:

https://www.youtube.com/watch?v=wk7tYp4OROg&spfreload=5






Tuesday, March 28, 2017

Aparecem os primeiros pirilampos adultos de 2017



Aconteceu ontem (27/03), na Freguesia de Santa Maria de Belém.

Foram avistados 6 pirilampos adultos (3 machos e 3 fêmeas de Luciola lusitanica) e curiosamente, uma larva de Lampyris sp.
O género Lampyris tem uma distribuição bastante restrita, nesta região.
Em baixo, seguem-se 2 fotos tiradas por Nuno Cabrita, à espécie Luciola lusitanica.



















                     


                                                                                 
















             



Wednesday, February 01, 2017



O ano de 2016, ficou marcado por algumas saídas de campo (abertas ao público), com uma adesão enorme (chegando ao limite de inscrições em todas as saídas) e pelo grande número de novas localidades a adicionar à distribuição que é correntemente conhecida para várias espécies de pirilampos.
Algumas espécies que apresentam uma distribuição restrita, viram também a sua área de ocorrência (conhecida) aumentada. E existem exemplares de escaravelhos luminosos, que ainda estão por identificar. 
Não se registou uma variação drástica no numero de pirilampos avistados em 2016, em relação ao ano anterior (2015). Alguns locais registaram grandes aglomerações de pirilampos (mais do que o normal), enquanto outros, registaram um pequeno decréscimo. Os cogumelos luminosos, também receberam novas referências, assim como o leque de espécies luminosas conhecidas no nosso país, se tornou mais amplo. O mesmo se passou para as centopeias luminosas (mais um género descrito como bioluminescente (no nosso país) e mais uma localidade a juntar às anteriores).
Também ainda vão aparecendo descrições de bioluminescência marinha.
Apesar de ser pleno inverno, foram ainda assim conseguidos, dezenas de registos, para o primeiro mês do ano de 2017...
Resta saber o que nos reservam os restantes meses deste ano...
 Continuo sempre à espera de novos relatos, por isso continuem a enviar avistamentos ou o que quiserem partilhar sobre o tema, já sabem, podem deixar as vossas observação na secção dos comentários ou então podem enviar mensagens diretamente para o meu email: livinglightfestival@gmail.com 
 Um grande obrigado a todos, que colaboraram e colaboram com esta investigação e iniciativa! 


                                          Macho e fêmea de Lamprohiza paulinoi (Miranda do Douro)


        http://umdiadecampo.blogspot.pt/2016/05/caga-lume-vaga-lume-ou-pirilampo.html#comment-form
                                   


Sunday, January 01, 2017


Alguns padrões luminosos criados pela deslocação de golfinhos em zonas com dinoflagelados:
























Para iniciar o ano de 2017, aqui vai um pequeno vídeo com dinoflagelados:

https://www.youtube.com/watch?v=n_u6pvnkO0k&feature=youtu.be

Existem 2 teorias sobre a razão pela qual dinoflagelados e vários crustáceos marinhos produzem luz.
Uma indica a hipótese de o fazerem para confundir os predadores (podendo até «cegá-los temporariamente e assim fugir, antes que estes recuperem) e a outra defende que a luz é produzida para iluminar o atacante e assim alertar potenciais predadores de maior tamanho sobre a presença do agressor, tornando este mais vulnerável por sua vez, a ataques (este tipo de defesa chama-se de «burglar alarm»).



                 Luz produzida por um camarão luminoso





Quando, por vezes, animais nadam em zonas com muitos dinoflagelados, vários milhares acendem em resposta, provocando o aparecimento de uma luz azul, que se pode manter por um bom tempo, caso a zona onde estão continue a ser «perturbada».
Em algumas praias, também se podem ver ondas iluminadas durante horas a fio,  sobretudo na zona de rebentação, pois a simples movimentação da água, provoca várias explosões de luz nos dinoflagelados.
                                                                                                       


                                             

Wednesday, November 09, 2016



Tenho recebido observações oriundas de diferentes partes do país, em que várias formas de bioluminescência têm sido avistadas. Alguns testemunhos, são registos completamente novos para a região em causa.
Após um Verão longo, bastante quente e seco, o Outono, trouxe-nos elevados níveis de humidade, somados a temperaturas amenas, o que tem proporcionado condições muito boas, para a observação de bioluminescência.

Embaixo, está uma fotografia que tirei a uns cogumelos luminosos (Omphalotus olearius)
Pode clicar na imagem para ver a foto aumentada.
Penso que se trata da primeira fotografia à bioluminescência produzida por fungos, em Portugal.
Ao vivo a luz era mais evidente do que na fotografia, e mesmo assim os exemplares ainda não tinham alcançado o seu nível máximo de tamanho e de luminosidade e até estavam sujos com partículas de solo e húmus.. 
Coloquei  o meu nome porque achei pertinente, decerto faltará fazer o mesmo a outras tantas fotografias de minha autoria, que tenho aqui no blog. O tempo de exposição precisa de ser maior, para captar mais detalhadamente a bioluminescência.
Para a próxima faz-se melhor!



                                                                                          

                                           


Wednesday, September 14, 2016

Ilustração de peixe luminoso e boas novas





Malacosteus sp.




Boas notícias relativamente à utilização generalizada de luz LED no nosso país (a ser concretizada, claro):


Falta agora saber qual a côr que vai ser utilizada nas iluminações e se os candeeiros vão ter uma orientação amiga do ambiente (ver aqui: http://pirilampos-lightalive.blogspot.pt/2014/05/poluicao-luminosa.html).




 Gonostoma elongatum




Chiasmodon niger



Malacosteus niger













                                       Espécie não identificada que produz luz amarela





Estas ilustrações estão presentes no livro «Fire in the Sea: Bioluminescence & Henry Compton's Art of the Deep»

H. Compton descreveu a Gonostoma elongatum como: «tão brilhante como uma strip de Las Vegas.»
Mas outras espécies são igualmente bastante luminosas: uma espetacular ilustração da espécie Chiasmodon niger, mostra a bioluminescência desta espécie, somada à da luminosa presa que esta conseguiu apanhar, com grupos de luzes ao longo de corpo (de cores diferentes).
As espécies aqui representadas e identificadas estão presentes em Portugal (e tantas outras mais que aparecem no livro).
Henry Compton, biólogo marinho, fez muitos mergulhos no Golfo do México, e tinha como hábito, apanhar animais abissais, observá-los e fotografá-los num quarto escuro durante horas. Fez algumas  descrições taxonómicas assim como escreveu algumas estranhas narrativas sobre os animais que via.
    David McKee, o autor deste livro, infelizmente nunca teve a chance de conhecer pessoalmente Compton, pois este morreu, na mesma semana em que os dois iam supostamente se encontrar. 
    Depois da morte de Compton, 2 caixas que continham os seus pertences, foram encontradas na                        garagem da sua cunhada, onde ficaram uns 6 meses, até esta se decidir a comunicar a sua               presença, junto de David McKee. Ambos se reuniram e David ficou espantado com a quantidade           de informação e os desenhos de Henry Compton.
    Após a publicação da obra, «Foi como se tivesse dado à luz», disse McKee.
    O livro inclue 59 pinturas de Compton, taxonomia, narrativas e alguma informação sobre as                           profundidades  abissais oceânicas e sobre o próprio Henry Compton.







Sunday, August 28, 2016



"Bussaco ao Luar" com meia centena de participantes

Foi um sucesso sem precedentes a última edição do Bussaco ao Luar (iniciativa Projeto Lightalive e Fundação mata do Bussaco), no passado dia 20 de Agosto. Primeiro, fiz uma apresentação sobre a bioluminescência e os pirilampos do Bussaco, na qual estiveram presentes 50 inscritos (atingindo assim o limite permitido) e depois seguiu-se um percurso orientado pela Mata, que teve como base os principais locais onde se podem observar pirilampos, sendo ainda abordadas outras temáticas relacionadas com os pontos de interesse que se encontraram ao longo de todo o percurso. 
No final, houve ainda tempo para o habitual lanche-convívio entre os participantes, com idades compreendidas entre os 6 e os 70 anos.