Wednesday, October 07, 2020


Perto de Óbidos, em finais de Setembro de 2020, foram observados alguns ramos e troncos em decomposição a produzir luz (tendo sido colonizados por um fungo luminoso), e no início de Outubro deste ano  começou a  observar-se vários novos pontos de emergência de outros fungos luminosos (desta feita a colonizar as folhas caídas no chão).

Por vezes, basta uma pequena chuvada, para o chão da floresta, começar  repentinamente a iluminar-se. No ano passado, observei tal fenómeno perto da Reserva Lightalive de Óbidos,  (debaixo de alguns carvalhos-cerquinhos).

Quando as noites são escuras e húmidas, debaixo da proteção do arvoredo, por vezes podem-se ver autênticos tapetes luminosos, que podem chegar a cobrir uma área superior a um metro quadrado, sendo alguns visíveis a vários metros de distância (em locais bastante escuros). Por vezes, podem apresentar uma intensidade luminosa assinalável (mas são certamente mais comuns, os agrupamentos mais pequenos).

 Como já tínhamos indicado antes, existem espécies de fungos luminosos na Reserva Lightalive de Óbidos, mas também nos arredores da mesma, o que é compreensível, pois parte desta reserva, insere-se na Rede Natura, que cobre uma área significativa da região.

A manifestação deste fenómeno, estende-se a uma área considerável na região, cobrindo de forma contínua uma distância superior a 700 metros.

Consegui comprovar a existência de diferentes espécies a produzir este fenómeno, na região..

Uma espécie luminosa, constitue um mistério, pois pelas caraterísticas do fruto, é muito provavelmente nova para a lista de fungos luminosos de Portugal (ainda que até  possa ser um cogumelo conhecido em Portugal, mas que do qual se desconhecem propriedades lumnescentes).

Este assunto ainda está a ser investigado.

Numa distância relativamente contínua (superior a 350 metros)  foi detetada a presença de uma espécie de Armillaria, que dado o tipo de terreno, solo e vegetação e caraterísticas físicas,  poderá sugerir a possibilidade de se tornar do mesmo exemplar, pois já se sabe que estas espécies podem atingir enormes proporções e uma idade milenar. 

Nas florestas e pomares locais, não se observam danos que mereçam menção (derivados a possíveis ataques), parecendo antes que este género,  nesta região tem antes um papel fitossanitário, preferindo atacar árvores já muito doentes ou debilitadas, mas ainda com maior ênfase na decomposição do material lenhoso que se encontra caído no chão da floresta.

Um fungo luminoso, de identidade desconhecida,  foi fotografado em 2018,  a apenas cerca de 150 metros da Reserva Lightalive de Óbidos:



                                                             Autor: Gonçalo Lemos


Saturday, July 25, 2020


Aqui está um fenómeno de bioluminescência marinha, fotografado na Praia da Memória (Perafita), por Charlie Moreira, na noite de 22 de Julho de 2020:










Pode-se ver luz na zona de rebentação das ondas, que é provavelmente produzida por dinoflagelados



Poucos dias depois, em Esposende:








Sunday, July 19, 2020


Pirilampos encontrados em Évora (Julho de 2020), por Luís Guilherme de Sousa:




Macho adulto de Nyctophila reichii



Macho adulto de Nyctophila reichii



Macho adulto de Lampyris sp.



Saturday, July 11, 2020




Fêmea


Macho


Fêmea


Duas pupas de Lampyris sp. de Montemor-o-Novo



                                                                                 
Pupa de fêmea de Lamprohiza paulinoi (Serra de Aire)




Sunday, June 07, 2020


No nosso projeto já fizemos resgate de árvores e arbustos autótones, de anfíbios e de pirilampos (mais fotografias irão ser publicadas este mês), porque os mesmos estavam situados em locais que iriam sofrer alterações drásticas (construção para o caso da flora autótone e dos anfíbios) ou porque a subsistência nesses locais era claramente impossível (devido a construção e excesso de luz artificial, para o caso dos pirilampos).
Tencionamos estender ações de resgate a mais animais.
Durante esse processo, também resgatámos alguns caracóis.
Os caracóis, têm um papel fundamental a desempenhar nos ecossistemas e na saúde do nosso planeta e diariamente, muitas espécies perdem habitat para as atividades humanas.
Algumas espécies, tidas como mais comuns, poderão estar a perder variedade genética.
A apanha destes animais, para consumo humano, deverá ser feita de forma consciente e sustentável.
Este mês (Junho de 2020), foi possível resgatar alguns caracóis na Vila de Oeiras, de um terreno que ia ser destinado a construção (com a devida autorização dos donos). 
Estes caracóis, irão ser soltos em locais apropriados dentro de zonas protegidas na mesma região (ou arredores).
Alguns destes locais, sofreram um decréscimo das suas populações de caracóis, mas a vegetação encontra-se agora em recuperação, pelo que acreditamos que estas libertações sejam benéficas.

Alguns dos caracóis resgatados:























Fêmea de Lamprohiza paulinoi fotografada na Serra de Aire  no dia 25 de Maio de 2020:





Larva de Nyctophila reichii (?) fotografada no dia 27 de Maio de 2020, em Sintra: 








Lampyris noctiluca do Noroeste de Portugal




Nicole Viana, fotografou uma fêmea que identificámos como Lampyris noctiluca em Viana do Castelo, no dia 24 de Maio de 2020 (http://www.cmia-viana-castelo.pt/bioregisto/lampyris-noctiluca):









 Vera Ferreira enviou-nos uma fotografia de um pirilampo tirada na Maia (Porto), no dia 27 de Junho de 2017 que identificámos como Lampyris noctiluca:







Em 26 de Junho de 2007, Luís Bravo Pereira, tirou uma fotografia a uma muito provável fêmea desta espécie, em Oliveira do Douro (Porto):








No Noroeste de Portugal, temos conhecimento que esta espécie ocorre pelo menos também dentro e fora do Parque Biológico de Gaia (em diferentes localidades situadas em Avintes) e em Esposende.

Muito provavelmente, a Lampyris noctiluca deverá estar presente em mais zonas do Noroeste de Portugal.




Tuesday, May 26, 2020


Ao longo dos anos, verificámos que existe alguma variação e assimetria no posicionamento dos órgãos luminosos laterais em  fêmeas adultas de Lamprohiza paulinoi.

Embaixo, podemos ver as emissões luminosas observadas em algumas fêmeas adultas de L. paulinoi, no plano dorsal.

As emissões luminosas visíveis dorsalmente, incluem tanto as provenientes dos órgãos luminosos laterais, como por vezes (caso visíveis) as dos dois órgãos luminosos principais e de maiores dimensões que surgem no penúltimo e antepenúltimo segmento (e frequentemente alguma luz é visível mesmo no último segmento) 

Curiosamente, nem sempre a luz produzida através do antepenúltimo segmento aparece visível no plano dorsal, mas tal pode-se dever a variados fatores, inclusive, a uma menor despigmentação deste segmento, no plano dorsal.

Naturalmente estes dois órgãos luminosos (de maiores dimensões), produzem luz com maior intensidade, no planto ventral do que no plano dorsal, pois estão orientados para baixo. 

Por último, gostaríamos de referir que os exemplos dados em baixo, naturalmente, que não representam todas variações conhecidas nesta espécie e alguns exemplares poderão ter mais ou menos, órgãos luminosos do que todos os exemplos aqui apresentados. 



                                                                               
Carcavelos, 2020


Serra de Aires, 2020


Mira-Sintra, 2019


Porto, 2019


Coimbra, 2009


Sunday, April 26, 2020

Avistamentos de 2020


Tenho recebido muitas descrições de avistamentos de vaga lumes e de outros seres bioluminescentes. Por isso  decidi abrir o tema dos avistamentos (desta feita, para o ano de 2020).

Quem tiver visto alguma coisa  e quiser partilhar o seu achado, tente, se possível, responder às seguintes questões:

1- Local e hora do avistamento (o mais pormenorizado que poder indicar, melhor).

2- Condições atmosféricas (se estava a chover, húmido, seco, temperaturas (aproximadamente)...)

3- Condições de luminosidade do local (se tinha iluminação artificial perto, longe ou nenhuma, se sim de que côr era a luz).

4-Que tipo de luminosidade (produzida pelo ser vivo) foi avistada? Qual a côr? Piscava ou mantinha-se sempe acesa? Produzia pulsares?

5- Quantos seres luminosos (aproximadamente) viu a produzirem luz?

6- Em que habitat estava o ser luminoso (floresta, campo aberto, berma de caminho, praia, mar, etc...)? 

7- Por fim diga-nos o que é que o ser luminoso estava a fazer (a comer, a acasalar, a descansar, a andar, a nadar, a voar, etc...)?

As suas informações são muito importantes, pois geralmente muito pouco se sabe sobre estes seres misteriosos. 

Pode também dar um relato mais sintético sem responder a algumas das questões. 

Em muitos locais do mundo se assiste a diminuição notória do número das espécies luminosas e assim se vai perdendo um dos maiores espetáculos da natureza...

Mas ainda estamos a tempo de inverter essa tendência!


Para saber mais detalhes sobre o que poderá estar a encontrar, pode consultar o nosso guia simplificado sobre os pirilampos de Portugal e mais algumas formas de bioluminescência em Portugal:
:
Bioluminescência terrestre em Portugal, Guia de pirilampos de PortugalBioluminescência marinha em Portugal

Também estamos ao dispôr para esclarecer qualquer dúvida sobre bioluminescência ou sobre saídas de campo para a observação de seres luminosos.

Envie as questões/informações de preferência por email para: livinglightfestival@gmail.com

Ou então pode deixar a sua mensagem nos comentários (embaixo).


Obrigado!