Thursday, June 30, 2016




http://www.cm-lisboa.pt


No passado dia 17 de Junho, coordenei (tecnicamente) uma visita de campo para ver pirilampos, 
no Centro de Interpretação do Parque Florestal de Monsanto (numa iniciativa levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa).

Foi um tempo realmente bem passado, não só porque vimos vaga lumes, mas também porque houve uma grande adesão do público, com pequeninos e crescidos, a mostrar uma curiosidade aguçada e grande interesse em conhecer melhor (ao vivo), o mundo secreto dos pirilampos.




  




Fireflies - Drizzle of stars

In pleasant dark
When night falls
They glimmer
They shimmer
As shiny pearls of sky

In petals of night
As flowers of night
They twinkle 
They glisten
As shiny pearls of sky

In branches and leaves
Playing hide and seek
They flicker
They sparkle
As yellow stars of sky

I wished that in my life
My stars shine bright
To give me the sign
To follow the right path
And they glimmer
They shimmer
Like a firefly


Katyayani (2014)









O lume que eu vejo na noite,
Queria acolhê-lo na mão
Em concha, fechada... Que sorte
Vagasse mais perto do chão.

Ah Vagalume, Pirilampo!
Bichinho que parece estrela!
Tão livre, no escuro, brincando,
Só mesmo porque tem lanterna.

Besourinho. Parece vindo
De um outro planeta, encantado.
Brinca de esconde, distraindo-me
No seu pisca-pisca esverdeado.

Célia Lima, 2008



Sunday, May 08, 2016


Os achados de diferentes espécies de pirilampos, sucedem-se com o avançar da Primavera.
Uma das espécies reportadas é a Lamprohiza paulinoi:





















Fotografados no vale do Tua (em 2015), por um dos nossos colaboradores (Luis Guilherme Sousa), vários machos desta espécie, sentem-se atraídos por uma fêmea e disputam entre si o direito ao acasalamento.







Luzes vivas iluminam os campos:

https://www.youtube.com/watch?v=tsmzOCzDY6w


Sunday, March 27, 2016


Foi no passado dia 24 de Março, que se avistou o primeiro pirilampo adulto deste ano (uma fêmea de Luciola lusitanica). Mais precisamente em Sintra (numa zona de baixa altitude). No dia seguinte, foi encontrado um macho, quase na mesma região.
Trata-se de uma data algo precoce para esta zona, mas dentro do normal, para zonas mais quentes e secas da Estremadura.



                                      Luciola lusitanica macho (João Luis Teixeira, 2008)




Thursday, February 11, 2016


Como prometido, aqui estão algumas fotos (provisórias, depois pretendo tirar mais e melhores) de um espaço verde situado em Lisboa (Santa Maria de Belém), onde houve intervenção camarária, no sentido de melhorar as condições do solo e da vegetação local. 
Em 2014/2015, foi espalhado humus, foram plantadas espécies nativas que anteriormente ocorriam no local, foram colocadas pilhas de troncos, para proteger o solo e foram colocadas vários contentores novos para o lixo. A vegetação entretanto instalada, sobreviveu perfeitamente ao verão (2015). Convém lembrar, que em anos anteriores, não havia quase qualquer vegetação no solo (mesmo durante as fases mais húmidas) e algumas árvores estavam em perigo de vida. Uma colónia local de diferentes espécies de insetos luminosos, tem sido monitorizada, desde o ano de 1997. Poucos anos após o início da investigação, foi registado um decréscimo acentuado no número de pirilampos, e em 2007/2008 (até ao presente), 3 espécies encontravam-se aparentemente extintas no local. Uma espécie ainda aparecia, mas em numeros muito baixos (por vezes, apenas um exemplar aparecia no mesmo local, durante várias noites seguidas, sem conseguir atrair um parceiro). Pela primeira vez, a floresta estava escura e privada dos espetáculos luminosos que envolviam centenas de intervenientes que brilhavam, por vezes, mesmo em simultâneo. Como até em anos mais favoráveis à sua ocorrência, o número de insetos luminosos continuava a descer, decidimos tentar tomar a decisão de intervir, pois algo errado se passava e as causas, como se foi averiguando com o passar do tempo, eram de origem humana. As próprias árvores da floresta, começaram também a definhar, ocorrendo até a morte de alguns exemplares, portanto era necessário que se tomasse uma decisão urgente, pois algumas destas árvores, são até bastante antigas e de valor conservacionista importante. Algumas causas do problema, foram efetivamente o remover de rochas que protegiam o solo, o pisoteio , mas sobretudo a remoção excessiva de vegetação e humus, dentro desta pequena floresta. Tal provocou um desequilibrio no solo e consequentemente na vegetação e nos seus habitantes. Era agora mais dificil sobreviver aos períodos mais quentes e secos do ano. Valeu assim bastante a pena, a minha cooperação com a Câmara Municipal de Lisboa, que foi pronta e precisa, nas suas decisões e ações, intervindo na área em questão, poucos meses, após o início das nossas comunicações. 
A ideia é conseguir um elevado grau de sustentabilidade ecológica, com o mínimo de intervenção, sem no entanto, descurar a vertente paisagística.
Espera-se agora (assim que o ponto de equilibrio seja finalmente estabelecido), que a fauna local (como várias populações de pirilampos) volte de novo a habitar este pequeno e ressuscitado oásis de vida, dentro da urbe lisboeta.



                                   
                                       





                               




Saturday, November 14, 2015



                                                              Terry Lynch