Thursday, December 27, 2007

Vaga lumes: variedade e caraterísticas



2 larvas de Lamprohiza mulsanti em plena escuridão.
A luz está a ser observada lateralmente, mas sobretudo dorsalmente.



Existem 4 famílias principais de pirilampos (Elateridae, Staphylinidae, Lampyridae e Phengodidae) além de que alguns Diptera são também conhecidos por pirilampo na Austrália.
Em Portugal conhece-se os Lampyridae (todos são luminosos), Elateridae (não se sabe ainda se alguma espécie será produtora de luz) e alguns Diptera que são bioluminescentes.
Existem por todo o mundo mais de 2000 espécies de vaga lumes, sendo que no Brasil é onde existe a maior variedade. Muitas espécies estão ainda por identificar.
A luz dos vaga lumes é produzida através de um processo de oxidação de uma molécula de luciferina. Esta ao oxidar (reagir com o oxigénio), dá origem à oxiluciferina (que é uma molécula energizada) em presença de ATP (trifosfato de adenosina), e quando esta molécula se desactiva ou perde a sua energia passa a manifestar-se sob a forma de luz. Esta é uma luz fria, ecológica e ultra-eficaz, pois tem uma eficácia de 95%-100% enquanto uma lâmpada normal, apenas tem uma eficácia de cerca de 5% e ainda por cima liberta sob a forma de calor, a energia desperdiçada.
Para produzir uma lâmpada normal, são precisos cerca de 300kgs de carvão, o que requer a utilização de uma grande quantidade de recursos naturais.
A luz dos pirilampos tem objetivos diferentes consoante a situação, servindo para: atração para acasalamento, alerta contra predadores, comunicação entre os machos e até para atrair caça.
As côres conhecidas até hoje variam entre o azul, o verde, o laranja o amarelo e o vermelho.
Entre estas côres observam-se variantes diferentes e algumas espécies apresentam luzes de côres diferentes (Phengodidae).


2 comments:

Tânia Cardoso said...

Não sabia que os pirilampos tinham uma luz tão eficiente. E é ecológica.

Pleia Des said...

Concordo com a Tânia. E nós com estas tecnologias todas, só temos é a aprender com as formas mais simples, infalíveis e eficazes da natureza.