Este é um blog dedicado à bioluminescência de todo o mundo, mas com particular destaque a Portugal.
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Monday, August 31, 2026
Cartaz educativo feito por mim
Para ver uma versão aumentada basta clicar na imagem e abrir link num novo separador.
Em Óbidos e em Sintra, observou-se menos pirilampos do que no ano passado, possivelmente devido à primavera seca, (em combinação com o verão seco). É normal o verão ser seco e quente, mas a primavera deveria ter sido ser muito mais húmida do que foi. Além de contagens inferiores, a estação dos pirilampos adultos foi mais curta.
As larvas e não só. A seca afeta o desenvolvimento dos pirilampos, em geral, pois diminui a disponibilidade das presas (gastrópodes, sobretudo, para a maioria das espécies), levando a que os pirilampos cresçam menos e que as fêmeas produzam menos ovos, que tenham dificuldade em transicionar de pupa para adulto (sobretudo para espécies que constroem casulo de lama, pois este quando seco torna-se muito duro e assim o pirilampo tem dificuldade em libertar-se do mesmo, acabando por morrer no seu interior), que corram o risco de desidratação (afeta todas as fases, desde o ovo ao adulto) e torna o ciclo dos adultos mais curto, levando a que tenham menos tempo para se reproduzir.
Sim, existem. Em regimes termomediterrânico semi-áridos vivem sobretudo junto a cursos de água. Espécies mais resistentes à seca, como Nyctophila reichii, já toleram alguma distância em relação às zonas húmidas.
Na zona de constancia ainda não vi. mas como moro num espaço com poço pergunto se não haveria possibilidade de poder inserir no espaço alguns, o pomar que tenho protege da iluminação publica tornando o espaço relativamente escuro. Tem sido inclusive abrigo de muitos ouriços. ja pesquisei mas não encontrei muito mais quanto aos pirilampos.
12 comments:
Boa tarde
Espetacular!
Deu para aprender bastante.
Cumps
Boa tarde!! :)
Giríssimo e super informativo, adorei! ;-)
Gostei imenso e desconhecia a importância dos mesmos.
Grata.
Muito bom e este ano, como tem sido?
Obrigada.
Em Óbidos e em Sintra, observou-se menos pirilampos do que no ano passado, possivelmente devido à primavera seca, (em combinação com o verão seco).
É normal o verão ser seco e quente, mas a primavera deveria ter sido ser muito mais húmida do que foi.
Além de contagens inferiores, a estação dos pirilampos adultos foi mais curta.
Que interessante, obrigada.
Este tempo para as larvas é mau certo?
Olá Rita
As larvas e não só.
A seca afeta o desenvolvimento dos pirilampos, em geral, pois diminui a disponibilidade das presas (gastrópodes, sobretudo, para a maioria das espécies), levando a que os pirilampos cresçam menos e que as fêmeas produzam menos ovos, que tenham dificuldade em transicionar de pupa para adulto (sobretudo para espécies que constroem casulo de lama, pois este quando seco torna-se muito duro e assim o pirilampo tem dificuldade em libertar-se do mesmo, acabando por morrer no seu interior), que corram o risco de desidratação (afeta todas as fases, desde o ovo ao adulto) e torna o ciclo dos adultos mais curto, levando a que tenham menos tempo para se reproduzir.
Muito interessante, obrigada pela explicação!
E existem pirilampos em zonas secas do interior? Como lidam com o calor seco?
Olá ! -)
Tambem gostava de saber.
Sim, existem.
Em regimes termomediterrânico semi-áridos vivem sobretudo junto a cursos de água.
Espécies mais resistentes à seca, como Nyctophila reichii, já toleram alguma distância em relação às zonas húmidas.
Realmente interessante a questão das luzes.
Aqui tinhamos laranja agora as brancas de LED.
Será que estas também afetam?
Na zona de constancia ainda não vi. mas como moro num espaço com poço pergunto se não haveria possibilidade de poder inserir no espaço alguns, o pomar que tenho protege da iluminação publica tornando o espaço relativamente escuro. Tem sido inclusive abrigo de muitos ouriços. ja pesquisei mas não encontrei muito mais quanto aos pirilampos.
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