Foram tiradas na Serra da Lousã, onde ainda ocorrem populações numerosas de Luciola lusitanica e existem resquícios de uma floresta lauróide, que sobreviveu a sucessivas Idades do Gelo, desde o período Terciário.
Este é um blog dedicado à bioluminescência de todo o mundo, mas com particular destaque a Portugal. Poesias, reportagens, imagens, descrições científicas é tudo bem vindo a este espaço.
Foram tiradas na Serra da Lousã, onde ainda ocorrem populações numerosas de Luciola lusitanica e existem resquícios de uma floresta lauróide, que sobreviveu a sucessivas Idades do Gelo, desde o período Terciário.
No último dia Internacional dos Pirilampos (6 de Julho) houveram algumas atividades na Reserva Lightalive Quinta de Óbidos.
Um novo abrigo foi construído para abrigar larvas de pirilampo e outros invertebrados:
As primeiras camadas básicas de troncos, ramos, folhas e terra foram acumuladas e regadas para aumentar o nível de humidade e depois mais tarde mais camadas serão adicionadas.
Os vizinhos contribuíram com estacas de salgueiro branco (Salix alba) e sabugueiro (Sambucus nigra), sendo todas estas originárias de stock selvagem.
A ideia é enraizarem em água com hormonas naturais e depois fazer-se a transplantação para a terra, durante as primeiras chuvas outonais.
Algumas fêmeas de pirilampo foram resgatadas debaixo das luzes artificiais situadas na vila a algumas centenas de metros da reserva.
Sempre que era óbvio que não estavam a conseguir a atenção dos machos e que após alguns dias, começavam a perder vigor físico e a intensidade na sua luz, algumas fêmeas eram capturadas e colocadas junto a machos para então lograr a reprodução.
Na quinta de Óbidos, pelo contrário, as fêmeas locais tinham facilidade em atrair machos, pois vivam num local escuro.
Para testemunhar o fenómeno de forma mais natural, muitas das fêmeas resgatadas eram simplesmente colocadas no chão, para então atrair os machos locais.
As crias resultantes deste resgate, serão libertadas num local mais escuro e seguro.
Tratou-se de uma fêmea adulta de Luciola lusitanica que foi avistada nos arredores de Óbidos.
Poucos minutos depois, a cerca de 50 metros de distância, foi também encontrado um macho adulto desta espécie.
Tal aconteceu a 18 de Abril, sendo assim a data mais tardia de emergência alguma vez observada, desde que comecei a fazer observações de forma mais regular (2001).
Possivelmente tal deveu-se às persistentes chuvas e às variações notáveis de temperatura.
Algumas visitas de campo à noite foram realizadas na Serra da Carregueira até 6 de Abril, mas nada foi observado e depois o posto de observação passou a ser em Óbidos.
Este ano não passei por S. Francisco de Xavier (Lisboa), durante o mês de Março e Abril, onde habitualmente são observados os adultos mais precoces.
Devido à discrepância significativa, que tem sido observada ao longo dos anos entre Óbidos e Lisboa, é bastante provável, que os primeiros adultos tenham aparecido em Lisboa bem antes de 18 de Abril, mas esta data é tardia mesmo para Óbidos.
A fêmea encontrada, tinha os élitros bastante reduzidos, mas possivelmente produziu bastantes ovos, daí o seu aspeto intumescido.
Um pequeno vídeo: https://www.youtube.com/shorts/KjTbpHdiOyo
Nyctophila reichii , 2 machos e uma fêmea (Ajuda, 26 de Junho, 2025);
O primeiro pirilampo adulto (macho adulto de Luciola lusitanica) deste ano, foi observado em Sintra, perto da Serra da Carregueira, no dia 6 de Abril.
Tendo em conta a tendência dos últimos anos, a data é relativamente normal para a localidade.
É bastante possível, que a espécie tenho aparecido antes (em Março, por exemplo), em Santa Maria de Belém, onde tipicamente aparece mais cedo, mas não foram feitas observações nesta localidade.
No dia 7 de Abril, no mesma zona de Sintra, foram observados 3 machos adultos da mesma espécie.
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