Este é um blog dedicado à bioluminescência de todo o mundo, mas com particular destaque a Portugal. Poesias, reportagens, imagens, descrições científicas é tudo bem vindo a este espaço.
Saturday, February 21, 2015
Thursday, February 19, 2015
Nova Iorque (USA): uma exposição foi realizada entre 2012 e 2013, onde foram exibidas réplicas de vários seres luminosos, como pirilampos, cogumelos e peixes, por exemplo.
Alguns dos fenómenos naturais reproduzidos, levavam-nos a ver os célebres pirilampos cavernícolas da Nova Zelândia e os mares profundos e escuros iluminados por alforrecas, peixes e outros seres marinhos bioluminescentes.
Algumas réplicas de vaga-lume atingiam as dimensões de uma criança, e era possível carregar num botão e optar por um ambiente mais escuro, para poder ver em mais detalhe as formas luminosas expostas nesta maravilhosa exposição realizada em Nova Iorque, pela primeira vez.
Mais detalhes aqui:
http://www.newscientist.com/blogs/culturelab/2012/04/luminous-life-on-show.html
Ontario (Canadá): A mesma exposição, realizou-se depois (Maio de 2014) mas desta vez no Canadá, onde foram expostos vários seres bioluminescentes que já tinham sido exibidos previamente nos Estados Unidos.
Tal como no seu vizinho do Sul, foi a primeira vez que tal tipo de exposição se realizou.
Mais aqui: http://metronews.ca/news/ottawa/1018966/museum-of-nature-has-fun-in-the-dark-with-bioluminescence/
Vale a pena recordar, que a primeira exposição dedicada ao tema geral da bioluminescência em Portugal, foi realizada em Setembro de 2013:
http://pirilampos-lightalive.blogspot.pt/2013_11_01_archive.html
Tuesday, February 17, 2015
Macho adulto de Nyctophila reichii
Larva da mesma espécie
Fotos alojadas aqui:
http://listadoentomologicobenimamet.blogspot.pt/2010/05/nyctophila-reichii-jacquelin-du-val.html https://miblogdebichos.wordpress.com/coleopteros/lampyridae/nyctophila-reichii-jacquelin-du-val-1859/
Thursday, November 06, 2014
Florestas ganham ainda mais luz com o avançar do Outono!
Diferentes fases larvares de distintas espécies de pirilampos, têm sido observadas e documentadas em variadas partes do nosso país.
Elevados níveis de humidade e temperaturas amenas, têm proporcionado boas condições para a observação destes insetos luminosos.
Já tivemos registos de centenas de pirilampos em observações que duraram apenas cerca de 2 horas.
Monday, September 29, 2014
Friday, September 05, 2014
Pirilampos ajudam a salvar vidas humanas
https://www.youtube.com/watch?v=maSVceJqLG8
Não é apenas porque ajudam a regular os ciclos naturais, dos quais tanto precisamos para viver.
É que na Medicina, já estão a ser utilizados genes de pirilampo que fazem as células cancerosas brilhar, permitindo a sua deteção, mesmo em fases bastante iniciais, possibilitando assim que sejam feitos tratamentos anti-cancro de forma atempada, antes que a doença se espalhe pelo resto do corpo.
Em Portugal a aplicação da bioluminescência do pirilampo no estudo das doenças, começa a ganhar pernas, com uma iniciativa de um grupo científico de uma Universidade de Coimbra:
http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=567:a-proteina-do-pirilampo&catid=3:artigos&Itemid=77
Sunday, August 03, 2014
Saturday, August 02, 2014
Centopeias bioluminescentes
Mapa simplificado da distribuição geográfica recente (segundo os últimos relatos confirmados), para bioluminescência observada em centopeias (géneros e espécies por identificar).
Saturday, July 26, 2014
Seja você mesmo um conservador da bioluminescência
Tendo a oportunidade de mudar, o que era uma quinta (da zona Oeste da Estremadura) de produção convencional para modo de produção biológico, a primeira coisa que fiz foi deixar, tanto a fauna como a flora locais, ter um papel relevante no futuro da propriedade.
Os seres bioluminescentes que já foram observados no terreno, têm aumentado de numero, desde que este tipo de gestão foi implementado na área. Iniciaram a colonização do terreno através das zonas laterais do terreno (onde a mecanização e o pulverizamento eram menos intensos). Com esta mudança, também o trator passa apenas a ser usado em situações extraordinárias.
O uso de luzes artificiais também tem sido restrito apenas ao necessário (apenas junto à habitação e de forma muito discreta) para evitar a perturbação dos ciclos naturais e do comportamento da fauna nocturna.
Em compensação, um viveiro com árvores nativas (loureiro, carvalho-cerquinho, medronheiro, sobreiro, entre outras), já foi iniciado.
2 anos depois de iniciar agricultura biológica, o solo
finalmente começa a enriquecer a sua estrutura básica.
Fêmeas adultas do género Lampyris, têm aparecido (sobretudo nas zonas marginais do terreno), mas pela primeira vez (este ano), desde que são feitas observações, começaram também a aparecer no meio do terreno. Luciola lusitanica também tem colonizado a parte central, mas nada se sabe ainda sobre a Lamprohiza paulinoi, que apenas foi encontrada uma vez no terreno.
Convém (muito) evitar deslocar as fêmeas dos seus locais de iluminação (onde aparecem à noite). Normalmente a fêmea escolhe um local certo, ao centímetro para que o macho a consiga avistar e depois recolhe-se para descansar, geralmente sempre na mesma toca (e também é aqui que encontra condições ideais para deixar os seus ovos).
Isto, porque poucos dias antes de emergir como adulta, a larva escolhe um local certo para poder pupar em tranquilidade (normalmente uma toca, perto de um local exposto) e é esse preciso refúgio, que ela vai utilizar depois para descansar (durante as noites em que vai para o exterior tentar atrair um parceiro com a sua luz) e até desovar, caso consiga lograr o acasalamento.
Portanto, apenas em casos excepcionais e por fortes razões, se devem agarrar/manusear as fêmeas adultas que aparecem a brilhar no exterior. E este conselho, serve para praticamente todas as espécies de pirilampo conhecidas em Portugal.
As fêmeas realizam normalmente um percurso fixo, desde o local de iluminação até ao seu esconderijo (clique na foto para aumentar o detalhe).
Como detetar os seus sinais, onde e quando, saiba mais aqui.
Thursday, July 24, 2014
Omphalotus olearius
Mapa simplificado da distribuição geográfica recente (segundo os últimos relatos confirmados), para o Omphalotus olearius.
Wednesday, July 23, 2014
Minhocas bioluminescentes
Contudo para o caso da Ilha Terceira (Açores) trata-se da Microscolex phosphoreus e na Madeira da Microscolex phosphoreus e da Microscolex dubia.
Bioluminescência terrestre em Portugal (parte 2)
Em Portugal existem pelo menos 19 espécies de cogumelos
bioluminescentes (tal cifra, poderá subir com o avançar da minha investigação).
Nas fotos está o Omphalotus olearius (uma das espécies mais comuns) que é um cogumelo
luminoso, que surge sobretudo durante as chuvas do Outono e da Primavera.
Diz-se que costuma de crescer junto a troncos em decomposição de
oliveira, mas também já foi encontrado junto a eucaliptos.
Chapéu pode chegar até 24 cms de diâmetro (ou mais) e tem uma cor que varia entre o amarelo-torrado e o laranja.
Himénio: Lâminas, amarelo a amarelo-torrado com tons alaranjados.
Pé: Alaranjado, que vai desde 3 a 10 cm de altura, com 1 a 3 centimetros de diâmetro, fibroso (superficie rugosa).
Não é comestível apesar de ter um aroma agradável.
Pé: Alaranjado, que vai desde 3 a 10 cm de altura, com 1 a 3 centimetros de diâmetro, fibroso (superficie rugosa).
Não é comestível apesar de ter um aroma agradável.

Minhoca bioluminescente (Microscolex sp.). Tamanho variável, (até vários cms).
As minhocas bioluminescentes podem aparecer a brilhar, durante o tempo húmido (quando chove muito), junto à superfície dos solos. Preferem solos húmidos e ricos em matéria orgânica.
Centipedes bioluminescentes (Géneros Geophilus, Haplophilus, Lithobius, Strigamia, etc…)
As luzes são mais visíveis no Outono e na Primavera, sobretudo em zonas sombrias e húmidas.
Largam frequentemente um fluido viscoso, tal como as minhocas
bioluminescentes,
mas também existem espécies que produzem bioluminescência ao longo de quase todo o corpo.
mas também existem espécies que produzem bioluminescência ao longo de quase todo o corpo.
Côr da luz, disposição das luzes e tipo de brilho podem variar de
acordo com a espécie.
Larvas de dípteros (géneros Platyura, Orfelia, Keroplatus, etc...), estão descritas como bioluminescentes (algumas, pelo menos, produzem luz azul) e fazem parte da fauna Portuguesa. Vivem em zonas escuras e húmidas, perto de troncos, cascatas, em alguns casos, em estreita relação com certas espécies de cogumelos.
Além dos pirilampos, estas são algumas das formas terrestres bioluminescentes, mais frequentes em Portugal. Quase nenhuma é de fácil observação, pois muitas delas só aparecem em determinadas alturas, só existem em determinados locais (restritas a microhabitats), e só evidenciam bioluminescência durante certas fases da sua vida
Poderão existir mais géneros e espécies, mas estes estão são os que melhor se conhecem.
No caso de encontrarem alguns destes seres bioluminescentes ou de terem dúvidas, por favor, enviem-me um email para: livinglightfestival@gmail.com
Ajude a preservar a bioluminescência no nosso país.
Monday, July 21, 2014
Lampyris raymondi e Lampyris noctiluca
Mapa simplificado da distribuição geográfica recente (segundo os últimos relatos confirmados), para a espécie Lampyris raymondi (estatuto em avaliação).
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