
Este é um blog dedicado à bioluminescência de todo o mundo, mas com particular destaque a Portugal. Poesias, reportagens, imagens, descrições científicas é tudo bem vindo a este espaço.
Wednesday, September 21, 2011
Saturday, May 14, 2011
Tem visto vaga lumes?
Nesta fase do ano, os cortejamentos nupciais luminosos dos vaga lumes, já estão a começar (sobretudo na zona Sul do país).
Se avistar algum pirilampo ou outra forma de bioluminescência, não tenha cerimónias em descrever o sucedido, para o seguinte email: livinglightfestival@gmail.com.
Uns temas abaixo, tem algumas indicações, sobre como colaborar com este projeto.
Se quiser enviar uma versão mais simplificada também pode deixá-la aqui mesmo ou enviá-la para o meu email.
O seu contributo tem uma grande importância no aumento do conhecimento sobre estes animais misteriosos.
Saturday, February 05, 2011
Bioluminescência marinha

Pormenor interessante de um tentáculo bioluminescente da lula vampiro.
Diferentes tons de azul e verde aparecem na imagem.
http://www.biolbull.org/cgi/content/full/205/2/102
Este artigo científico, revela novas facetas da complexa bioluminescência, desta espécie primitiva de lula, que está presente em Portugal.
Site onde se pode dar um «mergulho» experimental até ao fundo do oceano:
E ainda não conhecemos mais de 95% das profundezas dos oceanos!
Pequeno vídeo com David Atenborough:
https://www.youtube.com/watch?v=onELlblAI0U
Tuesday, January 18, 2011
Cogumelos bioluminescentes em Portugal
Omphalotus olearius - Carlos Enrique Hermosilla
Mycena haematopus
https://vimeo.com/31319837
Tem sido afirmado por alguns que em Portugal apenas existe um macrofungo bioluminescente: o Omphalotus olearius.
Tendo em conta, que no mundo inteiro, a cifra atual do número de espécies que se conhece com estas propriedades não chega a uma centena, não parece muito surpreendente o que foi dito acima...
Mas o que acontece é que não é verdade, pois temos mais espécies bioluminescentes (e ainda mais podem faltar nesta lista):
Armillaria mellea
Armillaria gallica
Armillaria ostoyae
Armillaria tabescens
Xylaria hypoxylon
Collybia tuberosa
Mycena haematopus
Mycena rorida (esporos bioluminescentes)
Mycena maculata
Mycena epipterygia
Mycena rosea
Mycena inclinata
Mycena stylobates
Mycena sanguinolenta
Mycena tinttinabullum
Mycena pura
Mycena polygramma
Omphalotus illudens
Existe a possibilidade de mais espécies de Armillaria e Mycena serem bioluminescentes.
Está presente no nosso país, a espécie Panellus stipticus (tanto quanto sei, é apenas conhecida na Ilha da Madeira) mas só se conhece bioluminescência nas estirpes norte-americanas.
Contudo, ainda nada se sabe sobre a variedade presente na Madeira..
Mas aqui está a primeira referência feita para Portugal que conheço, sobre o assunto.
Saturday, January 15, 2011
Colêmbolos bioluminescentes em Portugal
Existe uma espécie de colêmbolo (Anurida granaria) presente em Portugal em que foi observada bioluminescência.
Este aspeto só recentemente descrito (http://www.byteland.org/bioluminus/ag_display.html) torna cada vez mais patente, a falta de conhecimentos sobre quais as espécies bioluminescentes que existem e que estão ainda por descobrir (mesmo aquelas mais conhecidas que ninguém pensava que teriam capacidades luminosas, podem dar grandes surpresas).
Primeira introdução feita à presença de colêmbolos bioluminescentes em Portugal:
Pelos dados que disponho, tenho a informação sobre a presença desta espécie em 3 localidades portuguesas (todas costeiras). Para evitar a perturbação de habitat, vou apenas divulgar as regiões: Açores, Madeira e Estremadura.
Esta espécie tem um aspecto translúcido (ideal para refletir a sua luz para o exterior) e vive normalmente abrigada debaixo de pedras ou troncos.
Ainda não se sabe claramente porque brilha, mas tem sido apresentada a possibilidade de o fazer para comunicar entre si, sobretudo em situações de possível perigo, distúrbio, ruído, etc...
Existem relatos de vários colêmbolos desta espécie, brilharem simultâneamente. O brilho é rápido, intenso, não consiste em pulsares e os colêmbolos necessitam de repousar entre brilhos (talvez porque haja um gasto metabólico elevado que necessite de ser recompensado).
Existe a hipótese de que mais espécies sejam bioluminescentes.
Uma espécie luminosa do Japão: Lobella sp.
Friday, December 03, 2010
Ponto da situação...

http://bighugelabs.com/onblack.php?i...960&size=large
De salientar que entretanto já encontrei a espécie que está acima (Omphalotus olearius).
A bioluminescência é bastante visível, mas é necessária alguma habituação dos olhos ao ambiente escuro para os cogumelos luminosos tornarem visíveis na sua plenitude (ambiente escuro, que seria normal na maior parte do decorrer da sua evolução, antes que o Homem instalasse luzes artificiais em vários sítios...).
Estes cogumelos, apenas brilhavam nas lâminas (na fase de dispersão de esporos) e quando possuem uma coloração laranja viva.
Mas encontrei um exemplar que também brilhava em parte do chapéu!
Saturday, June 19, 2010
Participe!

Foto: http://papics.eu/blog/?tag=fenyszennyezes
Já viu algum pirilampo?
Tenho recebido algumas informações de avistamentos de vaga lumes e de bioluminescência em geral. Mas relanço aqui o assunto. Quem já viu alguma forma de bioluminescência, por favor, envie-me um mail, pm ou até um «comment».
Tente enviar uma resposta que responda às seguintes questões:
1- Local e hora do avistamento. (o mais pormenorizado que poder indicar, melhor).
2- Condições atmosféricas ( se estava a chover, húmido, seco, calor,etc...)
3- Condições de luminosidade do local ( tinha iluminação artificial perto, longe ou nenhuma, se sim de que côr era a luz).
4-Que tipo de luz emitia o ser vivo? Côr? Piscava ou mantinha-se sempe acesa? Pulsares?
5- Em que habitat estava o ser luminoso? Floresta, campo, berma de caminho, etc..?
6. Se for um animal, diga-nos também (se possível e se for relevante) em que plantas estava poisado ou a sobrevoar.
6- Por fim diga-nos o que é que o ser luminoso estava a fazer? A comer, a acasalar, a descansar, a andar, a voar, etc..?
As suas informações são muito importantes, pois muito pouco se sabe sobre estes animais misteriosos.
Pode também dar um relato mais sintético sem responder a algumas das questões.
Se poder tirar uma foto, agradecemos.
Pode também pedir-nos referências para a identificação de espécies em Portugal.
Em muitos locais se assiste a diminuição notória dos pirilampos, por exemplo, e assim se vai perdendo um dos maiores espectáculos da natureza.
Envie email de preferência para : livinglightfestival@gmail.com
Obrigado!
Surgem os primeiros pirilampos adultos de verão

AndreasC (flickr)
Enquanto em alguns locais, os pirilampos primaveris ainda aumentam de número, em outras regiões já se nota um decrescimento. Nestas zonas, entretanto, já surgem os primeiros pirilampos estivais a ocupar os campos...
Em geral, são de maior tamanho, com uma luz maior e normalmente os insetos avistados, no solo, são as fêmeas adultas que brilham para atrair um parceiro.
Ontem foi vista uma fêmea de Nyctophila reichii de grande tamanho a produzir uma luz verde com boa intensidade.
Este é um sinal, de que era um exemplar com boa saúde.
Ainda é cedo, contudo, para fazer um balanço do número de pirilampos avistados este ano, em relação aos anos anteriores.
Tuesday, May 11, 2010
Bioluminescência marinha
http://www.ted.com/talks/edith_widder_glowing_life_in_an_underwater_world.html
https://www.ted.com/talks/david_gallo_shows_underwater_astonishments
Algumas luzes no mar (www.reddit.com)
Medusa luminosa (www.reddit.com)
Lula vampiro (www.reddit.com)
Tamboril luminoso
Vários seres luminosos marinhos diferentes
Alforreca luminosa
Copépode luminoso
Copépode luminoso (género Sapphirina)
Wednesday, April 28, 2010
Lula Vampiro
Veja aqui um documentário da BBC
É uma espécie, que em Portugal, é conhecida nos Açores (poderá contudo ter uma distribuição mais alargada no nosso país).
Usa um «fio de pesca» (para detetar presas ou predadores), tem captadores especiais de oxigénio (porque nesta zona profunda é um bem escasso), brilha (tem várias luzes nos tentáculos e duas luzes principais no manto que por vezes diminue de intensidade para dar ideia ao predador ou presa, que se está a afastar), ejeta partículas luminosas quando é rapidamente abordada por um possível predador e até muda de forma!
Thursday, April 22, 2010
Mais vaga lumes aparecem!
Já têm aparecido mais e desta feita, com mais espécies!
Entre elas, a Lamprohiza paulinoi.
É uma espécie que possue numerosas luzes e é aparentemente mais rara que a Luciola lusitanica.
Paulino de Oliveira (a quem esta Lamprohiza deve o nome da espécie) perto de Coimbra, já há quase 100 anos, encontrou este pirilampo em grandes numeros (devia ser um grande espetáculo, tendo em conta as caraterísticas dos machos (capazes de voar com a luz sempre acesa) e as fêmeas com as suas numerosas luzes e «farol» principal).
Algo longe do que hoje temos testemunhado, em que não só normalmente se encontram poucas, mas como também vão desaparecendo em locais onde ainda há pouco tempo, era reportada sua presença.
Contudo acredito que ainda hajam anos de maior abundância desta espécie, sobretudo em certas zonas menos perturbadas.
Tuesday, March 30, 2010
Surgem os primeiros pirilampos da fase adulta
Dia 27/3
Luciola lusitanica (fêmea adulta).
Ajuda
Dia 28/3
Luciola lusitanica (macho adulto).
S. Francisco Xavier
Thursday, March 11, 2010
Descoberta nova espécie para a CIÊNCIA em Portugal
Eu e os meus colegas publicámos um artigo científico sobre a descoberta de uma nova espécie de pirilampo para a ciência em Portugal.
Tal pirilampo foi encontrado na viagem de 2006 (tem 2 fotos na parte dedicada a Montesinho).
Aqui está o artigo (resumo):
http://www.heteropterus.org/pdf/n8/Heteropterus_Rev_Entomol_8(2)_147-154R.pdf
De salientar que após esta publicação, entretanto vai ser necessário publicar outro artigo, porque mais espécies têm sido encontradas.
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