Monday, November 12, 2007

Mar brilhante!




Como se pode ver nesta imagem de satélite, onde a noite já está a cair, (as luzes das cidades já são visíveis do espaço, assim como no canto inferior esquerdo... O mar!). Este fenómeno para ser visível a esta distância é porque tem dimensões colossais (até centenas de kms!).

Existem mais locais do mundo onde isto já foi observado como em Porto Rico, na Califórnia, em Portugal (na baía de Sesimbra e nos Açores, por exemplo), e aqui nesta imagem, no Índico, mais perto da costa da Somália.

Certos seres microscópicos bioluminescentes têm uma explosão populacional sempre que condições muito particulares de temperatura, salinidade, nutrientes e oxigénio coincidem.

link:http://www.lifesci.ucsb.edu/~biolum/organism/milkysea.html


O insólito revela-se!




Existe um peixe mistério (Aristostomias sp.), nas profundezas do mar, que utiliza luzes de côres diferentes (azul, verde e vermelha). Possue pequenos fotóforos vermelhos que iluminam várias partes do corpo, como se de uma constelação de estrelas vermelhas se tratasse. Não se sabe o porquê da luz vermelha, quando no fundo do mar a luz verde-azul é que a penetra mais na água e por isso é das mais vulgarmente utilizadas. Pensa-se que utiliza a luz vermelha ( que está situada junto ao olho) para utilizar um campo visual que não é usado pelas suas presas e assim poder vê-las sem ser visto. Mas numa análise ao olho deste peixe, revelou que afinal ele apenas capta a luz verde-azul. Assim foi possível constar que este peixe tem uma molécula no olho, qual pigmento de antena, que tal como a clorofila absorve a energia da luz vermelha, transferindo assim essa energia para os pigmentos visuais, apenas sensíveis à luz verde e azul e sendo assim utilizável pelo peixe. Com isto o peixe luminoso apresenta luz vermelha (invisível para as suas presas) mas no seu olho converte-a em azul tornando-se as presas visíveis para si! As semelhanças com a clorofila, são interessantes: estas moléculas não só absorvem energia dos fotóns como até são derivadas da clorofila.
Existem mais espécies de peixes a utilizarem luz vermelha de forma semelhante e várias estão presentes nos mares Portugueses.




Link: http://www.lifesci.ucsb.edu/~biolum/

Peixe brilhante



Peixe luminoso de profundidade (Melanostomias sp.).
Este género, está presente em Portugal.


Friday, November 09, 2007

A famosa lula vagalume



Aqui vê-se um exemplar a apagar as suas luzes, embora as luzes das ponta dos tentáculos quais lanternas ainda se mantêm acesas.



Aqui pode-se a ver um exemplar a utilizar quase em pleno as suas espantosas capacidades luminosas!


Monday, November 05, 2007

Poluição luminosa

O excesso de poluição artificial luminosa em algumas regiões urbanas e semi-urbanas, impede numerosos fenómenos naturais de ocorrerem ou de se tornarem visíveis. Entre os quais, vaga lumes,  estrelas e auroras boreais...


Friday, October 26, 2007

Insólito: ovos de vaga lume




  Ovos de vaga lume prestes a eclodir.


  Os ovos de vaga lume também brilham.

  Fotos de Chosetec.



Tuesday, October 16, 2007

Bioluminescência no mar



Em Portugal existem condições muito boas para a existência de seres luminosos marinhos.
Fenómenos de mar brilhante (devido a microorganismos luminosos) são visiveis à superficie, por exemplo, na zona de Sesimbra.
Em zonas de mar muito profundo, (partir dos 1000 metros) surgem variadas formas bioluminescentes.
Tendo em conta que várias zonas da nossa área marinha, contêm estas profundidades e são muito ricas em nutrientes, é possível observar em Portugal diversas espécies de seres luminosos.


Vídeos sobre pirilampos



A primeira filmagem de sempre que conheço de.Phrixotrix hiatus (?):

http://www.youtube.com/watch?v=vOuwCF61hUs

Mais:

http://www.youtube.com/watch?v=wons2Wa98BQ


http://www.youtube.com/watch?v=30UgxoMIcps


http://www.youtube.com/watch?v=Il_In43LaS8


http://www.youtube.com/watch?v=mjvIBTMxuE0


https://www.youtube.com/watch?v=ebuSeK7Y7F8


Insectos que produzem luz azul


Em Portugal existem insectos (Diptera) que evidenciam bioluminescência azul, no estado larvar.

Estas espécies vivem em zonas húmidas, escuras, como em troncos de árvores caídas.

Espécies do género Keroplatus e Orfelia, que comprovadamente existem no nosso país, através da apanha de exemplares adultos, apresentam uma luz azul enquanto larvas.






Wednesday, October 03, 2007

Isso é um vaga lume!



http://www.youtube.com/watch?v=P1xw3lfW6cw



Quais os efeitos da poluição luminosa nos pirilampos?



A poluição luminosa provocada por um uso excessivo e descontrolado da luz pelo Homem interfere de forma direta na vida dos vaga-lumes, pelas seguintes razões:

- As larvas utilizam luzes como sinal de aviso para não serem predadas. Se a sua luz, tornar-se menos perceptível devido ao excesso de luz ambiente ( neste caso artificial), os seus sinais defensivos deixam de ser compreendidos, e podem assim ser atacadas e mesmo quando rejeitadas, podem ficar feridas de morte.

- Os adultos comunicam-se através de sinais luminosos. Com muita iluminação, deixam-se de ver e assim não poderão acasalar, pois os machos ficam sem ser saber onde estão as fêmeas.
Algumas fêmeas, uma vez confrontadas com muita luz, refugiam-se em locais, escuros e abrigados, recolhendo-se por vezes, no seu abrigo subterrâneo. Assim ficam impedidas de se reproduzir.

Neste pequeno vídeo vê-se isso mesmo a acontecer:

http://www.youtube.com/watch?v=XnHXSlgO6FE





Contra a poluição luminosa




A poluição luminosa além de nos impedir de ver os céus estrelados, interfere nos ciclos vitais das plantas e dos animais. A nível económico um grande gasto é feito através de emissões excessivas de luz que se escapa para o espaço (sem sequer ser utilizada).


Assim algumas pessoas têm demonstrado esforços para inverter esta tendência, como se pode ver neste site:

http://www.darksky.org/


Rota Dark Sky Alqueva:

http://www.darkskyalqueva.com/a-rota/




Site dos pirilampos (inglês)



http://www.galaxypix.com/glowworms/


Monday, September 10, 2007

Notas sobre Setembro e o International Firefly Congress em Portugal




O mês de Outubro representa o fim da estação dos adultos em Portugal.
Tanto quanto se sabe, é neste mês que os últimos machos e fêmeas ainda surgem (na primeira quinzena).
A maior parte dos pirilampos po esta altura, está em ovo ou já nasceu e neste momento encontram-se debaixo do solo, de pedras ou de densos arbustos.
Conforme a região e o micro-habitat, estão relativamente ativas as jovens larvas.
Isto é, com mais humidade, ficam ativas, com menos humidade, ficam quase em estado de dormência (esperando pelas chuvas) em algum recanto húmido.
 Com as primeiras chuvas, a maior parte irá sair dos seus esconderijos e caçar na superfície do solo. Aí poderão ver-se bonitos espetáculos de luz, conforme claro, a região e a espécie.
Em Portugal já se contam mais de 10 espécies de pirilampos e ainda se está no início. Antes deste projeto iniciar-se, apenas se contavam 6 ou 7 espécies.

International Firefly Congress in Portugal (21-25 June of 2007):

Este ano houve um encontro internacional em Gaia, no qual dei uma palestra sobre algumas espécies de pirilampos de Portugal, a primeira de sempre sobre o assunto: «An introduction study on ecology, behaviour and habitat use of some Portuguese Lampyridae: Nyctophila reichii, Lamprohiza paulinoi  and Luciola lusitanica.»

Referências dos Media sobre o evento:

http://www.rtp.pt/noticias/pais/pirilampos-atraem-50-investigadores-internacionais-a-gaia_n46324


Internacional:

http://fireflies.sitefun.be/

http://fireflies.sitefun.be/symposia/2007/participants.htm







Fêmeas de Nyctophila reichii.
Esta foto foi tirada no Algarve em Julho de 2007, por José Luís Simões.





Fêmea adulta de Lampyris sp. a brilhar em Coimbra.






Foto de uma fêmea adulta de Lamprohiza sp.
Clique na foto para aumentar o detalhe.











Foto tirada por mim com o tlm a uma fêmea adulta  de Lamprohiza paulinoi.
Vê-se o reflexo da luz na vegetação.
Loures, 06.05.2007




Imagens



Foto tirada por Raphael de Cock na Serra de Montesinho (Julho de 2006).
A fêmea que vemos no lado direito é de uma espécie de Lampyris ( por identificar).
No centro está um macho adulto de Nyctophila reichii.



Lamprohiza splendidula (presente em Portugal?).





No manto escuro da floresta, aparecem luzes de pirilampos. Quando a zona é escura, mesmo antes do anoitecer, já começam a brilhar.


Tuesday, August 14, 2007

Luminescência em larvas e adultos de Luciola sp. (Portugal)

Fotografada  pela primeira vez (com o telemóvel...) a luz de larvas de Luciola  (Portugal), pode-se ver que apresenta (pelo menos a olho nú), uma luz amarela intensa, algo invulgar, pois a esmagadora maioria dos pirilampos em todo o mundo (das mais de 2000 espécies conhecidas) durante a fase larvar apresenta uma nítida luz verde (a olho nú). 
Mas as tonalidades que influenciam o amarelo durante o brilho da larva de Luciola variam aparentemente (quando observadas a olho nú e tal aspeto é aparentemente corroborado por filmagens), aparecendo por vezes verde e até laranja.


Alteração realizada em 2018:

Órgãos luminosos de Luciola lusitanica (?), segundo Papi (baseando-se nas populações presentes em Itália):


                                                  Macho adulto (esquerda) e fêmea adulta



Órgãos luminosos de Luciola lusitanica (?), segundo Gonçalo Figueira (baseando-se nas populações presentes no Centro de Portugal):


Macho adulto (esquerda) e fêmea adulta


Como se pode ver, existe, aparentemente, uma notória diferença nas fêmeas adultas, o que me leva a crer, que podem tratar-se de espécies distintas (a não ser que haja algum lapso na descrição de Papi, mas não me parece, pois pode-se ver uma autofotografia às luzes da fêmea de Luciola encontrada em Itália a confirmar a configuração dada acima).
 No encontro internacional dedicado aos pirilampos, realizado em Gaia (2007), durante a minha apresentação eu indiquei (assim (aqui) de forma resumida) que a espécie presente em Portugal, possue (no caso das fêmeas) luminescência em 2 (grandes) órgãos luminosos, formando 2 barras.
A bioluminescência das fêmeas adultas de Luciola que existem no Centro de Portugal, já foi filmada por mim (e posso enviá-la a quem quiser): a luminosidade apresenta-se bem visível na área indicada acima, confirmando as observações feitas antes de 2007.
Papi assim como posteriormente Bonaduce, A. e Sabelli, B. suspeitam que na Itália Luciola lusitanica e Luciola italica são a mesma coisa (apenas sendo variedades distintas da mesma espécie) não referindo quaisquer diferenças no aparelho luminoso.

Mas a diferença que tenho apontado nos órgãos luminosos das fêmeas (relativamente ao que tem sido encontrado em Portugal e Itália), também possivelmente se estende aos machos, mas curiosamente, no plano dorsal:


Macho de Luciola lusitanica João Luis Teixeira (PBG, Portugal)

Macho de Luciola lusitanica  (João Luis Teixeira, PBG. Portugal).


                                 Macho de Luciola lusitanica (Pierre Gros, França).


                                 Macho de Luciola lusitanica (Pierre Gros, França).


                                 Macho de Luciola lusitanica (Dragisa Savic, Sérvia).


Como se pode verificar nas fotos, no caso da França e da Sérvia, a cutícula (do lado dorsal) aparentemente, apresenta-se algo opaca e com um pigmento escurecido, sobre um dos segmentos que são dotados de órgãos luminosos, enquanto no caso de Portugal, é apresentada, na mesma estrutura,  uma despigmentação da cutícula (do lado dorsal), permitindo uma maior transmissão da luz para o dorso.
Com esta descrição, tornam-se pertinentes duas questões: quantas espécies de Luciola existem afinal na Europa e será que se pode ainda dizer que a espécie de Luciola que existe em Portugal é a mesma que existe em França, Itália, Sérvia e em mais alguns países?
E já agora, será que todos os insetos designados vulgarmente de Luciola lusitanica, no nosso país, pertencem à mesma espécie?
Parece-me que se vai fazer um estudo comparativo detalhado (à anatomia e genética, por exemplo), e neste momento já estou a participar num estudo genético, que inclue «Luciola» de Portugal (e esperemos, de mais países europeus)!