
Aqui vê-se um exemplar a apagar as suas luzes, embora as luzes das ponta dos tentáculos quais lanternas ainda se mantêm acesas.

Aqui pode-se a ver um exemplar a utilizar quase em pleno as suas espantosas capacidades luminosas!
Este é um blog dedicado à bioluminescência de todo o mundo, mas com particular destaque a Portugal. Poesias, reportagens, imagens, descrições científicas é tudo bem vindo a este espaço.





O Homem desde há milhares de anos que se sente fascinado por estes maravilhosos insetos luminosos. Na selva sul-americana, por exemplo, os índios usavam-nos e ainda usam como objetos de adorno (tipo colares) e para poderem ver melhor à noite (como lanternas). Na Idade Média, em Inglaterra, como eram muito abundantes nesse tempo, eram usados como tochas. Na China as crianças pobres quando não tinham luz para lerem os livros da escola (à noite) utilizavam a luz dos vaga-lumes. Existe um monumento que menciona os pirilampos ou vaga-lumes, como um dos animais que tiveram um papel importante na primeira guerra mundial, ao permitirem aos soldados ler com a sua luz, mapas estratégicos, na escuridão da noite. No Japão os pirilampos são associados a equilíbrio e harmonia entre o Homem e os outros seres vivos, pois são eles os «mensageiros». Na Ciência são muito tidos em conta devido a sua eficiência luminosa e ao papel que têm na saúde dos ecossistemas naturais, pois como predadores (são estritamente carnívoros na maioria das espécies) que são, posicionam-se como os melhores bioindicadores pois acumulam as substâncias contidas nas suas presas. Na Agricultura, como predadores de possíveis pestes agrícolas, têm um papel também biocontrolador, poupando milhares e milhares de euros todos os anos, em prejuízos agrícolas, de forma eficiente e limpa ao contrário dos pesticidas que poluem e podem ser bastante tóxicos. Assim no Nepal e na Nova Zelândia, foram e são ainda utilizados na agricultura biológica. Na cultura: no Japão os pirilampos são associados a equilíbrio e harmonia entre o Homem e os outros seres vivos, pois são eles os «mensageiros» Em certas comunidades (Japão, UK, Nova Zelândia, Austrália) várias pessoas juntam-se, convivem e participam em excursões para observar pirilampos. Os vaga lumes têm assim também um papel lúdico e estreitam os laços dentro da comunidade. Na poesia (não só Ocidental, como Oriental e até Tribal) existem várias referências aos pirilampos e para as crianças, poucos animais mexem mais com a curiosidade e com o mundo de sonhos, do que os vaga lumes! Os pirilampos representam assim vários realidades paralelas, para os seres humanos. |
Desde Kitakyushu, Japão. No Japão, em uma região rural de Kitakyushu, muitas pessoas começaram a ficar doentes e algumas morreram . Nesse dado momento, os pirilampos também começaram a desaparecer. Toda a comunidade local ficou preocupada com essa situação e decidiu investigar o que estava matar os pirilampos e as pessoas. Não durou muito tempo, até se aperceberem que era a poluição do rio Kokumano que estava não só a poluir as culturas que eram irrigadas (com as suas águas) mas também a destruir a fauna e flora locais. Antes de tal acontecer, esta região era um «paraíso», em que as pessoas iam pescar ao rio, admirar as luzes dos pirilampos e o canto das aves. A partir dos anos 60, as condições começaram a degradar-se, o rio recebeu descargas poluentes da indústria local. Uma floresta mais perto da sua nascente foi totalmente abatida e as chuvas arrastaram assim os desprotegidos solos e encheram o rio de lama. Nos anos 70, iniciou-se uma campanha: grupos de mulheres, idosos e crianças juntaram-se para plantar vegetação nas suas margens, para retirar o lixo e educarem a população para a questão da poluição. Admirada e sensibilizada, a Administração da cidade de Kitakyushu reagiu e colocou um sistema de desvio de águas, que direcionava a água dos desperdícios urbanos para fora do rio, indo para uma zona de tratamento de águas residuais. 1200 larvas de pirilampo foram libertadas nos anos 80 pela Sociedade de estudo de pirilampos. Apenas 20 emergiram como adultos. Mas as notícias de que os pirilampos estavam de volta, espalharam-se rapidamente! Posteriormente, procedeu-se a um processo de «naturalização» das margens do rio, em que foi reconstruído o habitat com pedras, com a plantação de vegetação nativa local e foi feito o nivelamento das margens do rio. Em 1981, foram observados 300 pirilampos adultos perto do rio Kokumanu. Eventos culturais, festejaram o sucesso desta iniciativa, criando o Festival dos Pirilampos, que em Junho de 1981, atraíu mais de 10.000 pessoas. Devido a estas ações, tal situação atraíu investimentos de empresas que doaram ajudas para a reabilitação ambiental desta região. Agora já atrae mais de 40.000 pessoas! O renascimento e reaparecimento dos pirilampos, tornou vivo o sucesso da proteção ambiental e juntou as pessoas num movimento ambiental e cultural, sem precedentes. As aves voltaram, os peixes e os pirilampos também. As árvores crescem verdes e fortes. O pirilampo tornou-se o símbolo no Japão, de união e harmonia entre o Homem e outros seres vivos.
Pirilampos estão de volta a Kitakyushu
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When the purple evening shadows
Darken over grassy meadows
Settle down on dewy meadows
Where the daisies grow
When the silent stars are brightening
Then like sparks of tiny lightening
Vivid sparks of harmless lightening
Swarms of fireflies glowing
In the dark entrancing, dancing
As if living stars came dancing
As if twinkling stars came dancing,
Thousands of them there
Every merry little fellow
Wears a lamp of greenish yellow
Soft and cool and bright and mellow
Gleaming in the air
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